Para o executivo, o resultado das viagens vai além da concretização de negócios imediatos. Segundo ele, o contato direto com a indústria chinesa permite aos participantes ampliar a visão estratégica e aprimorar a capacidade de análise de oportunidades ao longo de todo o ano.
“O empresário que entra numa fábrica na China volta com outra visão. Ele entende o que é escala, como o produto é desenvolvido e quais tendências estão surgindo. Isso influencia suas decisões ao longo de todo o ano”, afirma Arcelino Calado.
A iniciativa também busca enfrentar um desafio do comércio exterior na região. Por muitos anos, as operações de importação dependeram do eixo Rio–São Paulo como intermediário nas negociações com o mercado internacional. Ao partir do Ceará e conectar empresários diretamente aos fornecedores, a missão contribui para reduzir barreiras logísticas e comerciais e aproximar o Nordeste dos principais centros globais de produção.
“Não estamos falando apenas de trazer produtos mais baratos. Estamos falando de encurtar a distância entre o empresário nordestino e quem realmente fabrica, para que ele possa decidir com mais informação e menos dependência de terceiros”, destaca.